domingo, maio 27, 2012

Contratados pelo Q.I., demitidos pelo Q.E.

Até pouco tempo atrás, as considerações a respeito do Q.I. (quociente intelectual) das pessoas nos levou à crença de que o sucesso de nossas conquistas estava prioritariamente ligado às qualificações acadêmicas. Com o passar do tempo, estudos a respeito da excelência humana comprovaram que as pessoas com Q.I. excepcional não eram, obrigatoriamente, as mais bem- -sucedidas profissionalmente. Enquanto outras com Q.I. moderado, mas dotadas de determinadas competências emocionais sobressaíam-se em suas carreiras. Aspectos como empatia, autogestão, proatividade e flexibilidade passaram a pautar o conceito de profissional bem-sucedido no mercado de trabalho. Na prática, constata-se que as empresas, cada vez mais, tentam munir-se de recursos que possibilitem antever características relacionadas ao perfil sociopsicológico de seus colaboradores, para evitar contratações indevidas, já que é sabido que a contratação de um profissional desprovido de ética, respeito mútuo e disposição para atuar em conjunto pode comprometer o ambiente de trabalho e provocar sérios problemas à equipe e, por consequência, à empresa.

E as mídias corroboram o que o tempo evidencia como consequência: comportamentos inadequados causam mais demissão do que erros cometidos. As empresas preferem trabalhar mais com quem sabe se relacionar do que com gênios problemáticos (Fonte: Jornal Hoje – Maio/2011).

No universo corporativo, bem como nos demais segmentos da nossa vida, terão sucesso aqueles que, dedicados ao seu aperfeiçoamento pessoal, com boa dose de resiliência e determinação, se adaptarem ao meio e àqueles com quem convivem. E somente a criação de um diferencial pelo desenvolvimento das habilidades emocionais nos distanciará do estigma de sermos contratados pelo Q.I. e demitidos pelo Q.E. (Inteligência Emocional).

 Waleska Farias

Uma vez escutei um conselho que guardo comigo até hoje: "Quando você percebe que, durante um período significativo, seu cansaço no final do dia é decorrente muito mais dos desgastes emocionais do que de suas próprias funções na empresa, está na hora de reavaliar alguns conceitos".

Nessas horas, a pergunta valendo 1 milhão não pode ser outra: vale a pena? Aliás, aproveito para desmentir aqueles que acham que a resposta dos jovens para essa pergunta, na maioria das vezes, tende a ser "não". É necessário ter um desgaste bem maior para que a rotina de ter que lidar com algumas situações mais desconfortáveis se torne uma pequena parte de tudo aquilo que aquela função ou aquela empresa significam para você.

Beatriz Carvalho

O comportamento sempre foi o fator fundamental no relacionamento do profissional com sua empresa, superando inclusive os conhecimentos e habilidades para desempenho das funções. Contudo, nos últimos 20 anos, ocorreram tr ansformações significativas na gestão das empresas.

Fatores como resultados e processos foram priorizados pelos gestores, que acabaram se omitindo ou "terceirizando" para o RH as questões que envolviam gestão de pessoas. Essa atitude, essa omissão, criou um "ponto cego" na visão dos gestores, que muitas vezes não observam que a atitude é o verdadeiro foco na gestão.

Em tempos em que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional assume prioridade na vida das pessoas, considerar o Q.E. (Inteligência Emocional) é a única forma de responder a questão: vale a pena!

Sidnei Oliveira

 Waleska Farias, Coach e Consultora de Carreira e Imagem. Pós-graduada em teoria psicanalítica (UVA). Graduada em Comunicação Social com especialização em Relações Públicas e Marketing.

 Beatriz Carvalho, formada em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas, trabalha há quatro anos com relacionamento corporativo.

http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/sidnei-oliveira/2012/05/25/contratados-pelo-q-i-demitidos-pelo-q-e/?goback=%2Egde_3143837_member_118799826




terça-feira, maio 22, 2012

Doze passos para um lançamento de sucesso

Por Alessandra Morita - 04/03/2012

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Não é de hoje que os supermercadistas se desdobram para identificar os lançamentos que realmente valem à pena introduzir no sortimento de suas lojas. Cada empresa tem o seu critério, mas essa não é uma definição fácil. Tanto que a consultoria Nielsen criou uma metodologia – a Nielsen Bases – para avaliar as chances de sucesso de um novo produto. É verdade que a ferramenta foi desenvolvida mais para uso dos fabricantes, mas alguns pontos utilizados por ela podem ajudar o varejo. 

Um bom motivo para prestar atenção aos critérios é que, segundo levantou a consultoria, a metodologia avaliou no Brasil 430 conceitos de produtos nos últimos quatro anos. "Desse total, 54% apresentaram probabilidade de fracasso, 19% foram considerados arriscados e apenas 27% prontos para serem lançados", conta Chris Adrien, vice-presidente da Nielsen Bases, durante o evento Mudanças no Mercado Brasileiro 2012, realizado em São Paulo, em março último. 

Segundo o executivo, embora o percentual de produtos destinados ao sucesso seja pequeno, não foge do que acontece em outros países. "A diferença está nos entraves encontrados no Brasil. Os dois maiores problemas entre os lançamentos são: 1) eles normalmente não atendem novas necessidades do consumidor; e 2) a comunicação dos benefícios não atrai o público para os diferenciais, quando eles existem", explica. 

Esses dois pontos fazem parte do conjunto de 12 passos seguidos pela Nielsen na hora de avaliar a probabilidade de sucesso de um lançamento. Antes de conhecê-los, tenha em mente que o novo produto não precisa atender 100% todos eles, mas deve estar bem posicionado em critérios de maior peso, como inovação, credibilidade e entregar o que promete. 

Com isso em mente, vamos aos 12 passos:

1. Ser realmente inovador: significa criar um novo conceito, que, muitas vezes, pode iniciar uma nova categoria. De acordo com Adrien, foi o que fez o energético Red Bull quando chegou ao mercado
 
2. Ser atraente: é preciso chamar a atenção do consumidor, se destacar na gôndola em meio aos demais concorrentes

3. Conectar o consumidor com o produto: criar formas de aproximar o público da proposta do lançamento

4. Mensagem clara: nas comunicações com o conumidor, transmitir os benefícios e diferenciais dos produtos de maneira simples e fácil de entender

5. Atender necessidades: não adianta ter um conceito maravilhoso se o produto não oferece algo que seja do interesse do consumidor

6. Ser melhor: o lançamento precisa superar o que já existe no mercado. Um exemplo citado pelo executivo da Nielsen Bases é o Mach 3, que barbeia como outros produtos, mas se apresentou como algo diferenciado ao ser lançado

7. Ser crível: o novo produto precisa ter credibilidade, ser referência de qualidade

8. Ser bem-aceito: não pode haver limitação ou algo que dificulte a compra do produto

9. Ser encontrado: diz respeito à distribuição e à exposição dentro dos supermercados. O produto precisa ser facilmente localizado por quem o procura

10. Custo aceitável: esse item diz respeito mais à indústria, mas a questão é simples. As despesas de produção não podem ser exorbitantes de forma que prejudiquem vendas e lucro. Um efeito no varejo seria a necessidade de praticar preços finais muito altos

11. Entregar o benefício que promete: o novo produto precisa funcionar. "Se o lançamento fizer certas promessas, precisa cumprir", diz Adrien, lembrando que esse é um dos pontos de maior importância para o sucesso de um lançamento

12. Conquistar a fidelidade do consumidor: esse item se refere principalmente a ter uma marca forte, sempre lembrada e desejada pelo público

 

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